Subida de impostos é o plano de emergência do Governo

30 04 2010

O ministro das Finanças admitiu ontem, após o Conselho de Ministros, que fará tudo o que for necessário para garantir a diminuição do défice orçamental em 2010.

O Governo está decidido a fazer tudo o que for preciso para cumprir a redução do défice orçamental. Mesmo que isso implique subir os impostos.

Se tudo o resto falhar, aumentar a carga fiscal é o plano de emergência do Governo. Segundo apurou o Diário Económico, esta possibilidade está a ser equacionada nas negociações com o PSD. Ontem, o ministro das Finanças já deixou uma mensagem clara: “Faremos tudo o que for necessário para cumprir os nossos objectivos”. E repetiu: “Tudo”, deixando implícito que aumentar taxas de impostos é uma possibilidade.

Só há uma hipótese que Teixeira dos Santos colocou de parte: falhar o objectivo de execução orçamental. Para reduzir o défice dos 9,4% do PIB registados em 2009, para os 8,3% ambicionados para este ano, o ministro das Finanças coloca em cima da mesa todas as possibilidades, mesmo que isso signifique marcar também o segundo mandato de José Sócrates com um aumento de impostos, depois de ter sido prometido que esse não seria o caminho.

Questionado ontem sobre se esta é uma das medidas adicionais consideradas caso a evolução da economia obrigue a reforçar a austeridade, Teixeira dos Santos deixou a porta aberta: “Se vier a ser esse o caso, anunciaremos quais as medidas”. Para já os mercados parecem estar mais calmos, mas a ajuda à Grécia ainda não está 100% garantida.

Do lado do PSD, aumentar os impostos sempre foi uma medida completamente afastada, com Pedro Passos Coelho, o líder do partido, a recusar sequer a redução da despesa fiscal, com a introdução de limites aos benefícios e deduções em sede de IRS. Contudo, o discurso de responsáveis do partido tem vindo a ser moderado.

In Económico, 30.04.2010


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